40 DIAS COM O ESPÍRITO SANTO – DIA 38

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Dia 38 – O Espírito Santo utiliza a imposição de mãos

19 de maio de 2018 – Sábado

 

EM ALGUM MOMENTO da vida da Igreja do Primeiro Século, emergiu uma prática, através da qual o poder do Espírito Santo era transferido: a imposição de mãos. Na verdade, isso foi feito por Moisés, aproximadamente, mil e trezentos anos antes. O Senhor disse a ele: “Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe a mão” (Nm 27.18 – ARIBB). Moisés fez precisamente isso. “ Impôs-lhe as mãos, e lhe deu a comissão” (v.23-ARIBB; abra também Nm 27.18-23 na NVT). Note que Josué já tinha o Espírito Santo. Contudo, ele necessitava mais. Naquele ato da imposição de mãos, havia tanto uma renovação quanto um comissionamento. Josué foi “cheio do Espírito de sabedoria, porque Moisés tinha imposto as suas mãos sobre ele” (Dt 34.9-NVI, com ênfase do autor).

Uma parte do ministério de Jesus foi impor as mãos sobre pessoas, ou simplesmente tocá-las para abençoá-las. Ele foi até à casa de Pedro e encontrou sua sogra acamada com febre: “Tocou-lhe a mão , e a febre a deixou” (Mt 8.14, 15). Um dirigente da sinagoga implorou a Jesus: “Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impões as mãos sobre ela, para que seja curada e viva” (Mc 5:23). Jesus foi até sua casa, “tomou-a pela mão […] a menina […] levantou-se e começou a andar […] Isso os deixou atônitos” (v.41,42). Jesus curou um homem cego, colocando suas “mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente” (Mc 8.25).

 Jesus também impôs Suas mãos sobre crianças (Mt 19.15). Você já imaginou o que essas crianças se tornaram depois e em idade adulta? Descobriremos no Céu!

Em Hebreus 6.1,2, o escritor faz referência a seis doutrinas que ele chama de “elementares’. Uma delas é “imposição de mãos”. Qual é o propósito? Há dois. Primeiro: TRANSFERIR a unção do Espírito Santo. Segundo: iniciar alguém em um ministério especial, ou ordenação. A primeira referência à imposição de mãos na Igreja do Primeiro Século foi quando “sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos” (At 5.12). A segunda referência é quando os primeiros “diáconos” (ou os “sete”, At 6.3-NVI) foram escolhidos para que aliviassem a carga dos apóstolos. Depois de os sete homens serem escolhidos, os apóstolos oraram “e lhes impuseram as mãos” (At 6.6). Neste caso, não está claro se a imposição de mãos resultou em uma unção crescente (provavelmente), ou se foi para mostrar a aprovação apostólica (certamente). O apóstolo Paulo, mais adiante, aconselharia Timóteo a não ser precipitado em “impor as mãos sobre ninguém”, para que não desse aprovação à pessoas errada (1 Tm 5.22). Enquanto a Igreja jejuava e orava em Antioquia, “disse o Espírito Santo: ‘Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado’. Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram” (At 13.2,3 – NVI). Essa ocasião demonstrou tanto a aprovação quanto o aumento de poder para esses dois homens. Ao longo dos séculos, a Igreja Cristã tem mantido o imposição de mãos com referência particular à ordenação ministerial ou comissionamento para tarefas específicas. E sempre se esperava que uma medida do Espírito Santo fosse transferida simultaneamente junto à “imposição de mãos” nos termos bíblicos.

A maioria das ocasiões que envolveram a imposição de mãos não foram para ordenação, mas para pura transferência de poder: algumas vezes para receber o Espírito Santo; outras vezes, para sinais e prodígios. Os apóstolos Paulo e Barnabé falaram ousadamente acerca do Senhor: “o qual dava testemunho à palavra da sua graça, concedendo que por suas mãos se fizessem sinais e prodígios”(At 14.3). Quando o apóstolo Paulo estava em Éfeso, foi a imposição de mãos que resultou no batismo dos efésios com os Espírito Santo, “e começaram falar em línguas e a profetizar” (At 19.6- NVI). Deus “pelas mãos de Paulo fazia milagres extraordinários” (v.11-ARIBB).

Quando os apóstolos ouviram que as pessoas em Samaria haviam recebido a Palavra de Deus, enviaram Pedro e João até lá. Eles oraram para que os samaritanos pudessem receber o Espírito Santo, pois Ele ainda não havia vindo sobre nenhum deles: “Então Pedro e João lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo” (At 8.17-NVI). Até Ananias, que não era um apóstolo, foi usado na fase embrionária da nova vida de Saulo de Tarso. Mesmo estando ele muito temeroso de ter que ir até Saulo (considerado perigoso), lá chegando, fez como lhe fora ordenado: “Impôs as mãos sobre Saulo e disse: ‘Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que lhe apareceu no caminho por onde você vinha, enviou-me para que você volte a ver e seja cheio do Espírito Santo’” (At 9.17-NVI). Saulo foi cheio do Espírito Santo e instantaneamente curado.

A imposição de mãos foi usada a fim de transferir unção para curas. Quando Paulo estava em Malta, um homem se encontrava doente com “febre e disenteria”. Paulo o visitou e orou, “impôs-lhe as mãos e o curou”(At 28.8-NVI). Tiago disse que se ouvesse alguém doente, os “anciãos da Igreja” deveriam orar pelo enfermo e ungi-lo com óleo em nome do Senhor (Tg 5.14).

Como eu disse anteriormente, nós usamos tanto a unção com óleo, quanto a imposição de mãos em nossos últimos anos na Capela de Westminster. Vimos curas extraordinárias, incluindo expulsão de demônios.

Minha esposa Louise e nosso filho TR têm tido experiências transformadoras através da imposição de mãos. Louise foi instantaneamente curada. TR foi trazido de volta para o Senhor. Por que a imposição de mãos? Os caminhos de Deus são mais altos que os nossos. Não busque explicação para isso. Atente ao que está escrito na Bíblia. Apenas aceite que Ele usa o que parece tolo, insensato para a maioria das pessoas!

Para ampliar seu estudo e crescimento: Números 27.18-23; Atos 6.1-7 e 9.1-19; Tiago 5.13-16.

 

(Texto Extraído do Livro “40 Dias com o Espírito Santo – Andando Diariamente com o Espírito Santo- Uma jornada para experimentar Sua presença de uma maneira fresca e nova” – R. T. KEDALL)

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