A Seriedade do Pecado – Estudo da Semana

A Seriedade do Pecado - Estudo da Semana
Por

A Viva Esperança em Cristo

Estudo para o dia 03 de Outubro de 2021

“Ora, se Deus não poupou os anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservado para o juízo, e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios; e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; e livrou o servo justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados, é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo”.

(II Pedro 1: 4 a 7 e 9)

 

Nestes tempos de pós-modernidade o pecado tem se tornado cada vez mais comum na sociedade contemporânea.

Mesmo em meio as Igreja existem aqueles que tentam minimizar o pecado e seu poder destrutivo na vida do homem. O apóstolo Pedro traz uma séria exortação a respeito do pecado e de suas consequências.

E também faz questão de ressaltar o cuidado de Deus sobre a vida daqueles que permanecem firmes nos caminhos da santidade.

No texto bíblico que lemos acima somos confrontados com esta dura verdade, o pecado tem sérias consequências.

Nesta lição estaremos pensando acerca do pecado que impera no mundo, mas precisa estar longe das nossas vidas como discípulos de Cristo.

Pensaremos também acerca do livramento que o Senhor concede aos seus servos fieis mesmo aqui nesta vida. Vamos juntos entender.

Lemos nos versos iniciais dos versos separados para o nosso estudo, o apóstolo falando acerca da severidade de Deus com o pecado e com o pecador não regenerado.

Pedro começa por citar os anjos caídos que em sua queda foram condenados pelo Senhor.

Cita também a Noé e outros sete com ele, as cidades de Sodoma e Gomorra, e também a Ló. O fato é que todos estes fizeram escolhas, algumas boas e outras ruins.

As boas escolhas tem haver com a permanência na vontade do Senhor, enquanto as escolhas ruins estão ligadas a desobediência a Deus e a prática desenfreada do pecado.

Não há como negar que o destino de cada um é decidido pelas escolham que fazem diante do Senhor.

Aqueles que escolheram permanecer no pecado pagaram o preço pelo seu pecado. Aqueles que escolheram obedecer tiveram seus pecados pagos por Jesus na Cruz e podem desfrutar da comunhão e proteção de Deus.

Podemos perceber do verso sete ao verso nove o apóstolo falando da Justiça. Vale aqui uma reflexão sobre isso.

Muitos julgam que o amor de Deus não permitirá que ele lance no inferno aqueles que não se arrependerem. Precisamos entender que tanto o céu quanto o inferno fazem parte da Bíblia e desacreditar de um acaba por excluir automaticamente o outro.

O inferno foi preparado por Deus não para os homens, mas para os anjos caídos antes mesmo da fundação do mundo. O pecado do homem foi posterior ao pecado dos anjos, contudo o destino dos pecadores já havia sido estabelecido.

O Senhor sendo justo não podia simplesmente decretar a absolvição do homem sendo este culpado. Então por seu infinito amor, envia seu filho inocente, para pagar o preço do pecado e assim justificar a todos que nele cressem.

Por isso não podemos desacreditar do inferno por causa do amor de Deus, pois seu amor foi manifestado em Cristo e está disponível a todos que quiserem crer.

Então podemos dizer que a justiça e o amor de Deus caminham juntos e por amor é concedido a todos os que quiserem crer, serem justificados em Cristo.

Em Deus amor e justiça são perfeitos assim como Ele é perfeito.

Muitos dos falsos mestres de quem falamos na lição anterior trazem doutrinas que negam a verdade do castigo. Não podemos nos deixar enganar.

Se não houvesse castigo, não haveria necessidade de um salvador.

Lembremo-nos que o primeiro castigo pelo pecado todos nós pagaremos; “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23a).

Com exceção é claro, daqueles que estiverem vivos no advento da volta de Cristo. Mas a segunda morte não será capaz de nos alcançar se estivermos em Cristo, pois; “O dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23b).

Outro argumento bem comum dos falsos mestres é que o pecado é algo relativo; que cabem interpretações ao pecado. Isso com certeza é outra mentira. Todo conceito de pecado nas doutrinas da Igreja estão fundamentados na Bíblia.

Sendo assim, se algo era pecado nos tempos bíblicos, logo, hoje ainda será pecado.

Pedro quando cita as Cidades de Sodoma e Gomorra, além de se referir ao pecado da idolatria, se refere aos pecados de ordem sexual, pecados este que muitos falsos mestres tentam minimizar.

Precisamos estar atentos às falsas doutrinas que são muito boas a nossa carne, mas nos afastam de Deus e da sua vontade.

Somos chamados a realizar as vontades do Espírito, a sermos cheios do Espírito, a sermos guiados pelo Espírito.

Isso só será possível se não cedermos às vontades da carne. Precisamos estar sujeitos e suscetíveis ao Espírito de Deus e não as vontades da carne.

Então saibamos que o adultério é pecado, a fornicação é pecado, a luxúria é pecado, e tantos outros atos ligados à sexualidade são pecados.

Lemos no texto de Pedro que todos sem exceção que vivem na prática destes pecados receberão o castigo pelas suas transgressões.

Precisamos entender que Pedro não escreve sobre este tema para trazer condenação sobre as Igrejas e sim para gerar arrependimento e santidade.

Não podemos achar que uma vida de pecado agrade ao Senhor, isto não é possível. Não importa quem tente argumentar diferente desta verdade.

O Senhor somente se agrada daqueles que lavados e remidos pelo santo sangue de Jesus, buscam viver em santidade. Se Cristo já é nosso Senhor e Salvador, somos chamados para viver em santidade.

O castigo existe e estará à espera dos que rejeitarem a verdade de Deus, mas os que forem obedientes experimentarão a proteção do Senhor.

“É porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o dia do Juízo” (II Pedro 2:9).

Que o Senhor mesmo nos capacite a uma vida de santidade em Sua presença. Amém.

Pr. Benedito Jr.

 

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